terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ausência de coragem

Eu tenho medo de perder você. Tanto que dói, tanto que nem sei. Tenho medo do não-ser de todos os planos que fiz e de todos que faria. Tenho medo de não ter mais seu sorriso, de você não querer mais meu abraço. Tenho medo até da falta que você já me faz. Tenho medo de pensar em encontrar um outro alguém com um tanto de você e outro tanto não. Tenho medo do vazio que me dá pensar nisso. Tenho medo do meu futuro sem você e do seu, sem mim.

domingo, 21 de agosto de 2011

70 anos

Levantou pela manhã e bebeu um copo d'água. Era um dia como tantos outros, mas não era um dia normal. Enquanto a água descia pela sua garganta, lembrava-se dos dias passados. Lembrava-se das brigas, das brincadeiras, das implicâncias, do carinho. Do amor. E do fim, dolorido como quase todo fim.
Caminhou em passos descompassados até o banheiro, para se olhar no espelho. Era o mesmo rosto de sempre, mas os brancos do cabelo mostravam que o tempo a marcara com muito mais rapidez do que de costume. "Preciso retocar a tintura", falou consigo mesma. Os cabelos, embranquecidos, diziam a ela muito mais do que a qualquer outra pessoa. Sussuravam que, sim, ele estava presente nela. Não que fosse preciso desse aviso, ou dos calos que por vezes incomodavam seus pés, para ela vê-lo dentro de si. Sabia que tinha mais, marcas invisíveis a olhos nus.
Fitou atentamente o fundo dos olhos do reflexo em sua frente. Era seu aniversário hoje. Queria ligar para dar os parabéns, mas não sabia qual número discar. Não havia um número. E ao pensar nisso lhe acometia um vazio.
Abriu a torneira e banhou o rosto, na tentativa de esquecer aqueles pensamentos, de espantar o vazio. Percebeu que não apenas a água escorria pela sua face. Agarrou-se à toalha de rosto como quem se agarra a um ombro amigo. Chorou. Amargamente, aos soluços. Queria abraçar, queria lembrar que o amava, queria mostrar o quanto dele ainda vivia dentro de si. Só que isso não era mais possível.
Quando conseguiu conter as lágrimas, decidiu voltar ao quarto. Deitou-se em meio às cobertas bagunçadas e apertou um dos travesseiros contra seu peito. Pediu, em oração, que Deus abraçasse o seu vozinho, e lhe contasse que o desejo de parabéns era dela.

domingo, 14 de agosto de 2011

Ismália

Queria abraçar a mãe,
Queria parabenizar o pai
(E vice-versa).
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Feliz aniversário, dona Lu. Feliz dia dos pais, seu Paulo. Amo vocês!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

“É possível ter prazer anal”

Ignorando o fato de quem falou ter sido a Sandy e a imagem que ela carrega, qualquer pessoa seria considerada no mínimo corajosa de revelar isso, porque há, realmente, um preconceito com esse tipo de sexo. “Talvez pela preconização médica (de antigamente), religiosa, etc, de que nestas áreas não se poderiam usar na relação sexual”, pontua a sexóloga. Ela lembra que, antigamente, o sexo era fundamentalmente reprodutivo e áreas onde ele não era utilizado para procriação eram malvistas. “Como sexo oral e anal não entram nesta categoria, há um misto de tabu, interditos, preconceitos e repressões, que impossibilitam a prática dessas atividades”, justifica.
(Quero continuar lendo)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Observador




- Paulinha, eu vi você no site da Viva Mais. Bacana, heim, menina, que diferença!!!
- Pois é, você viu?
- Sim. E vi, também, que você teve o cuidado de colocar a mesma roupa na foto do antes e do depois, pra gente ver a diferença.
- Então... quase...
- Não é a mesma roupa?
- Não, não. Na primeira foto eu tava com uma calça comprida, na segunda, não...
- Ah... mas o top eu vi que você colocou o mesmo!
- É... quase... o primeiro é bem fechado, o segundo tem decote V...
- Mas era tudo preto!
- Ah, isso sim!
- Viu?! Homem repara em tudo mesmo!!!
(Ah, repara...)