quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Gay. Por minha causa.

Cena um (ao telefone)
- Oi!
- Oi, tudo bom?
- Tudo. Você me ligou?
- É, liguei, queria saber se você não quer fazer alguma coisa hoje...
- Heim, esse barulho ao fundo... é água? - pausa para perceber que a lua brilha lá fora e não há o menor sinal de chuva por perto - Você está tomando banho?
E cai na gargalhada.
- Estou, por que?
- Como assim por que? Você está tomando banho e atende ao celular no banho? Você está falando comigo enquanto toma banho? Meu, me liga hora que você sair, pode ser?
- Beleza.
E desligam. E caem, os dois, dessa vez, na gargalhada. Cada um em seu canto.

Cena dois (conversa no MSN)
Fulano diz:
Passei por gay hoje por sua causa.
Paula diz:
Ahm?
Fulano diz:
Estava voltando pra casa e lembrei daquele dia que atendi sua ligação e eu estava tomando banho. Aí dei risada sozinho. Nessa hora um cara passa e acha que dei risada para ele, e sorri de volta...
.
É... abalando corações!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

In memoriam

- Filha, você está sozinha?
Disse minha mãe, ao telefone, às seis da manhã. Respondo meio irritada com o horário, esperando vir a bronca.
- Não, mãe.
- Que bom. Porque ele vai poder te dar forças.
- ...
- Filha, o vovô foi embora hoje, às três da manhã...

Já fazem três anos. Exatos três anos hoje. E recordar desse diálogo sempre me tortura. Eu sinto a mesma dor que senti naquele dia. Mas parece que já me acostumei com ela. Já consigo falar sem embargar a voz. Já consigo pensar com uma saudade mais gostosa que dolorida. Já consigo ouvir falarem sobre sem chorar. Sabe, seu Ney, entendi que o tempo cicatriza as feridas, mas não apaga as marcas. Mesmo assim, gosto da que ficou. De poder lembrar do senhor com um sorriso no canto da boca. De lembrar até das nossas brigas e ver que sim, cada segundo valeu à pena. Das coisas que aprendi, que o senhor me mostrou. Você sempre foi tão atencioso, vozinho. Espero que esteja bem, onde estiver. E que eu tenha lhe libertado, porque juro que tenho tentado. Muito. Amo você, seu Ney.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tarado mostra o bilau para assessora

“Era enorme”, afirma a jornalista, que nem olhou para cara do safado

S. S. W.

Susto, segunda-feira, nas proximidades do Parque do Lago. Um tarado mostrou o bilau para a assessora de imprensa L.B.M., 26 (quase 30!). A jornalista estava em frente a um restaurante mexicano e, num primeiro momento, chegou a pensar que estava vendo um sombrero. “Era enorme”, revelou. “Nem olhei a cara dele”.
Com medo, L.B.M. correu para a casa de um amigo, o professor P.A.P.B., 20, que mora em frente. Foi esse amigo quem procurou a polícia. “Moro aqui há muitos anos e nunca vi nada disso. Não é justo”, desabafou. Ele quer processar o tarado por discriminação. “Também tenho o direito de ver uma coisa dessas”.
O delegado disse que achou a história toda confusa e prometeu investigar a fundo jornalista. “Não confio mais nessa raça”, explicou. Ele ficou famoso por prender a jornalista M.F., 28. O delegado já colheu as primeiras informações sobre a meliante.
“Há uma suspeita que ela seja lésbica”, frisou o delegado. Ele apurou que L.B.M. pode ter um caso amoroso com outra jornalista da cidade P.A.F., 25. “A suspeita foi levantada pela própria família de P.A.F.”, ressalta o delegado. “Se isso for confirmado, o tarado tem direito a indenização”.
A polícia se queixa da assessora, que não se lembra do rosto do tarado, o que dificultou o retrato falado. L.B.M. também não se recorda da marca ou da cor do carro ou muito menos da placa. “Ela só olhou pro bilau mesmo”, explica o delegado. “Temos vários suspeitos e o reconhecimento terá que ser feito pelo ‘instrumento’”.




...
A história é quase verídica. Cuidado com taradões, meninas!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O que me faz sorrir...


Ver e passar o tempo com a minha família me faz sorrir.
Meu Pingo lindo, todo faceiro quando chego em casa, só por me ver, me faz sorrir.
Encontrar um amor, mesmo que do passado, e ver que está bem me faz sorrir.
Minhas conversas com minhas amigas me fazem sorrir.
Viajar me faz sorrir.
Conhecer gente nova, bonita (não estou dizendo de aparências, beibes. Gente bonita por dentro. Porque o essencial é invisível aos olhos, lembram?), divertida, me faz sorrir.
Minhas crianças perto de mim me fazem sorrir.
Ver que ainda há esperança me faz sorrir.
A balança, ultimamente, me faz sorrir (ueba!).
Uma gargalhada boa, de criança, especialmente, me faz sorrir.
Ver que sou bem quista a quem quero tão bem me faz sorrir. Por isso que, receber esse selo de alguém especial como a Carol, me faz sorrir. Je t'adore, mon amie! (Viu, ainda lembro de alguma coisa das aulas de francês! Hahahaha)
Mas a Carol explicou que precisava falar apenas duas coisas que me fazem sorrir... É pouco, gente, muito pouco... Então coloquei umas a mais... E as cinco pessoas sorridentes que me fazem sorrir, além dessa minha amiga querida cheia das gargalhadas gostosas, são minha mãe, a Lari, a Graci, o Pedro e a Camis. Queridos, me contem, o que os faz sorrir!? Vamos espalhar esses sorrisos? Beijos. E sorrisos!