terça-feira, 21 de junho de 2011

Embriaguez

O pouco vinho necessário para soltar meu riso evidencia, também, o rubor da minha face. Entre os passos que vem e vão, mal consigo ver as cores. Tento fingir que estou bem, mesmo que, na verdade, tudo se embaralhe. Preciso realçar os 29 que não tenho. Então rio, rio muito. As gargalhadas ocultam o meu estado etílico. Ajudam-me a ter coragem de fitar, mesmo que eu quisesse fugir.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Meu (nosso) bebê


Depois de tanto tempo, ele enfim toma forma. E nós, mães corujas, ficamos babando... =)
Quer mais? Então entraí!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Descontente

Será que eu vou sempre, para o resto da minha vida, aceitar - e querer - gente que não se dá, não se doa? Será que vou amar tanto e querer tão pouco? Será que vou aceitar tanta gente pela metade, tantas palavras bonitas e vazias?
Eu queria mais. Não quero ouvir que me ama. Não quero que tenham que me dizer para que eu saiba. Eu quero sentir, mergulhar. Quero não ter dúvidas, não precisar perguntar. Eu quero mais, sempre mais...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Falsidade ideológica

Chego à esteira onde a bagagem deve ser retirada e aguardo. Pego a minha mala, a esteira continua a rodar. Um por um, meus companheiros de voo pegam seus pertences e se vão. E eu, ali, parada. Além da mala, aguardava um atabaque. Não, não era meu. Era uma encomenda. Que tinha sumido. A esteira continuava a rodar, mas nada mais estava nela. Ninguém mais ao meu lado.
- E agora, o que eu faço - pensei.
Olho para os lados. À minha direita se aproxima um atendente da empresa aérea.
- Falta alguma coisa, moça?
- Falta. Meu atabaque.
- Atabaque? - me pergunta, com uma expressão que não consegui definir se era susto ou dúvida.
- É, uma espécie de tambor...
- Eu sei o que é um atabaque! Mas você trouxe um?
- Trouxe.
- Tudo bem, vou verificar o que aconteceu. Você pode sentar ali e aguardar que logo a chamo.
Sentei. E esperei. E esperei. E esperei. Já estava bem cansada de esperar quando aquele som de alerta característico de aeroportos, para que as pessoas prestem atenção na mensagem, toca.
- Senhora Paula Fernandes, por favor dirija-se ao balcão de atendimento da empresa tal.
Levantei, peguei a mala e fui. Quando já estava perto o suficiente do balcão para ouvir o que os atendentes conversavam, avistei o rapaz que havia me atendido anteriormente.
- Viu, não é ela. Olha ali - disse ele.
- Onde? - perguntaram outras três atendentes que o acompanhavam.
- Ali, vindo em nossa direção - e apontava para mim.
- Onde? - procurando além de mim, como se eu não estivesse ali.
- Ali - e caminhou até mim, com o atabaque nas mãos - viram só, eu disse que não era ela.
- Aaaaaaaaaaaaaah... - exclararam, em uníssono de decepção, enquanto guardavam algo que pareciam bloquinhos de papel e canetas.
- Moça, tá aqui seu atabaque. Elas acharam que você era a cantora, sabe? Me dá um autógrafo? - e riu.
Ri também, de entender o porquê de tanta decepção. Imagine, uma Paula Fernandes que perde um atabaque... Vai que decidiu mudar o estilo?!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sobre o descanso merecido

Queria o contrário. Férias o ano inteiro e quinze dias de trabalho, para compensar aquele descanso todo...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Reticente

Com você, tudo parece mais fácil. O mundo tem menos problemas, as piadas têm mais graça. As horas correm, mesmo que queiramos, na verdade, que o tempo pare. Com você, qualquer lugar é bom, qualquer céu é mais estrelado. As cores são mais vivas e a música, melhor. Com você, eu pareço não ter fim. O triste é que, com você, também não vejo futuro em mim.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ponto, sem vírgula

É difícil, mas a gente precisa entender quando não dá mais. Quando faz mal pra gente, quando a falta e a dor são maiores que o que a gente sente. É sério, eu gosto de você. Mas você não é pra mim.