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terça-feira, 21 de junho de 2011

Embriaguez

O pouco vinho necessário para soltar meu riso evidencia, também, o rubor da minha face. Entre os passos que vem e vão, mal consigo ver as cores. Tento fingir que estou bem, mesmo que, na verdade, tudo se embaralhe. Preciso realçar os 29 que não tenho. Então rio, rio muito. As gargalhadas ocultam o meu estado etílico. Ajudam-me a ter coragem de fitar, mesmo que eu quisesse fugir.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Óbvio, não?!

Ela entra na sala enquanto leio o e-mail que diz que meu avô está na UTI. Percebe que estou com os olhos cheios d'água. Assutada, pergunta:
- O que foi, Paula?
- Meu avô 'tá na UTI.
- Mas... qual?
- O que está vivo, né!

Obs. Ela garantiu, depois, que tinha entendido minha avó... vai saber! rsrs

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

(Sub)traída

Prezava pela sinceridade. Doesse a quem fosse. Até a si própria. Não negava os seus erros nem os jogava nas costas de terceiros. E vivia assim, assumindo as suas e, por vezes, as culpas alheias. Não tinha medo do medo e aproveitava cada respiro. Cada raio de luz, cada cheiro no ar. Ainda assim, por mais que quisesse, não conseguia evitar os sentimentos alheios. Talvez aceitasse situações desde que não precisasse conviver com a dor que causara. Talvez pensasse demais no que faria os outros sentirem antes de cada passo, cada olhar, cada intenção. Talvez, por isso, fosse subtraído, a cada dia, um pouco do brilho do seu olhar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Bons amigos

Não sei por que a gente se ilude achando que as pessoas não são capazes de coisas que nós não somos. Ou que não somos pois não passamos pelas mesmas circunstâncias. Porque o ser humano é mutável, cheio de dúvidas e de certezas que variam, com o passar do tempo.
Eu acreditava, quando era mais nova, que ia casar virgem. Hoje nem sei mais se vou casar. Se quero casar.
As pessoas são assim. Cada um enxerga o melhor ângulo que pode ver. O prisma que lhe é mais bonito, mais conveniente. E, se amigos são a família que a gente escolhe, tem que aprender a lidar com isso. Porque se, muitas vezes, os laços de sangue não falam mais alto, imagine esses, construídos em cima de tempo, apenas.

"Não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso."
(Willian Shakespeare)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Pra quem não sabe o que é ruído na comunicação (ou falta de educação, mesmo)...

Uma amiga vem pra Campo Mourão só porque sabe que eu estou morando aqui, mas, como não conseguimos nos encontrar, fica na casa do vizinho dela, lá de Guarapuava que, na verdade, também é daqui. Preciso falar com ela e procuro o número que ela havia me ligado nas chamadas recebidas. Entretanto, havia vários números sem registro na minha agenda. Enquanto caminho sozinha pelo centro à noite, morrendo de medo de qualquer barulho, pego um deles e ligo:
- Alô.
- Oi, quem está falando?
- Você quer falar com quem?
- Eeeer... (não me vem à cabeça o nome do amigo dela) a Bruna está aí?
- Ah, a Bruna não está. Ela está doente e não veio trabalhar hoje.
Pra mim, isso soou muito irônico e grosseiro.
- Nooooooooooossa, seu grosso! Então eu liguei errado, ô fdp!
E desligo. Continuo meu caminho irritadíssima com o cara do outro lado da linha, que não tinha percebido minha real intenção de falar com alguém e me dando uma resposta grosseira a um 'suposto' trote. "Imagine! Devia ter perguntado quem estava no lugar dela agora a noite, a mãe dele ou a irmã!" Revoltadíssima! Coisas que só quem tem tpm e estresse com chefe pode entender.
...
Meu celular toca.O mesmo número que havia ligado.
- Oi.
- Paula, você ligou aqui?
- Ai, Bruna, que cara grosso, meu! Que raiva!
- Ué, como assim?
- Não, Bru, não fui eu quem ligou.
- Não?
- Não.
- Ah, é que ligaram aqui atrás de uma Bruna e a babá do bebê também se chama Bruna e não veio hoje, daí não sabia se era Bruna eu ou ela.
Caio na gargalhada. Gente, como pude ser tão grossa? Que idiota, como não percebi que não era nada demais?
- Ai, Bruna, fui eu que liguei, mas não fui. Você não sabe quem foi, tá?!
...
Que vergonha!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Depois de um dia de trabalho...

Tpm e e saudade, combinação perfeitamente trágica.
E dá-lhe chocolate.

(Pelo menos voltei caminhando!!!)