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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Descontente

Será que eu vou sempre, para o resto da minha vida, aceitar - e querer - gente que não se dá, não se doa? Será que vou amar tanto e querer tão pouco? Será que vou aceitar tanta gente pela metade, tantas palavras bonitas e vazias?
Eu queria mais. Não quero ouvir que me ama. Não quero que tenham que me dizer para que eu saiba. Eu quero sentir, mergulhar. Quero não ter dúvidas, não precisar perguntar. Eu quero mais, sempre mais...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Flight 956

Não era exatamente triste, mas também não era feliz. Faltava algo, sentia. Melhor, faltava alguém. Alguém a quem amasse e que também lhe amasse. Alguém em quem pensar até o sono vir e quando acordar. Alguém a quem mandar flores, ligar só para dizer que sente saudades, ir ao cinema. Faltava alguém. Ia bem no trabalho, ia bem na família. Mas sabia, faltava alguém. Até que a conheceu.
Na verdade, uma amiga lhe passou seu contato. Sabia que tinham interesses em comum e pensou em apresentar os dois. Ele, um argentino que vivia em Buenos Aires. Ela, uma russa, morando em Nova Iorque. Conversaram por pouco tempo pelo MSN. Ela não entendia muito de espanhol, tampouco ele de inglês. E perderam o contato. Até três meses atrás.
Estava à toa em frente ao computador quando uma janelinha se abriu. Era ela. Voltaram a conversar, ela já entendia sua língua. Já podiam começar a escrever sua história, em um único idioma. Ela lhe disse, então, que estava a caminho de Buenos Aires para assistir a um show em uma cidade ali perto. De um cantor que os dois gostavam, Indio Solari. Conheceram-se. Amaram-se. Agora, nada mais faltava.
Contudo, ela tinha a sua vida. E precisava voltar. Ele a acompanhou até o aeroporto e, em sua mente, pedaços da música. "Sua beleza como um flash... o tempo dirá... eu sei que você vai voltar". Com o coração na mão, despediu-se. Ela partiu. Ironia da vida, no voo 956.





No era exactamente triste, pero también no era feliz. Algo le faltava, el sentía. Mejor, faltava alguien. Alguien a quien amar y que tambien lo amaba. Alguien em quien piensar hasta el sueno venir y cuando despertar. Alguien para enviar flores, llamar para decir que siente su falta, ir al cine. Faltava alguien. Ia bien al trabajo, ia bien en la familia. Pero sabía, faltava alguien. Hasta conocerla.
En la realidad, una amiga le pasó su contacto. Sabía que tenian interes en comun y penso en presentar los dos. El, un argentino que vivía en Buenos Aires. Ella, una rusa, viviendo em Nueva York. Hablaran poco tiempo por el MSN. Ella no entendía mucho español, tampoco el inglés. Y perderan contacto. Hasta tres meses.
El estaba sin rumbo fije en el equipo cuando se abre una ventana. Era ella. Volvieron a hablar, ella ya entendía su idioma. Ya podían empezar a escribir su historia en un solo idioma. Ella le dijo, entonces, que estaba a camino de Buenos Aires para asistir a un concierto en una ciudad cercana. Un cantante que tanto le gustaba, Indio Solari. Se conocieron. Ellos se amaron. Ahora, nada mas faltaba.
Sin embargo, ella tenía su vida. Y necesitaba volver. El la acompañó hasta el aeropuerto y, en su miente, partes de la música. “
Tu belleza es como un resplandor... el tiempo dirá... yo sé que vos vas a regresar”. Con su corazón en las manos, se despedió. Ella se fué. Ironía de la vida, en el vuelo 956.

Desculpem pelos erros no espanhol, não sou muito boa. Para um amigo especial, porque sua história de amor merece ser conhecida.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Enamorada

Estavamos eu, Lari e Lívia em Buenos Aires, nas nossas férias. Só que era dia de fechamento do jornal e eu e a Lari precisávamos deixar tudo pronto antes de sair. A Lívia, então, foi dar uma volta, sozinha. À tarde, quando chegou na casa do Pablo, tinha um ar diferente, encantado.
- Meninas, vocês não vão acreditar. Eu tava andando num shopping e um cara saiu correndo atrás de mim. Deixou a loja que estava cuidando e veio atrás de mim. Disse que eu era muito 'hermosa' e que ele estava 'enamorado' de mim! E ele é tão lindo! Aiai...
- Sério, Lívia? Como assim? - perguntei.
- Não sei, eu tô encantada.
- E aí? Qual é o nome dele? - questionou a Lari.
- E aí que ele anotou meu telefone e vai me ligar pra gente sair mais tarde. Juan. Se chama Juan. Nome de galã, né?
- Uau! - Exclamamos, as duas.
Dito e feito. Mais tarde o tal do Juan liga e eu atendo.
- Hola.
- Hola. ¿Lívia?
- No, no. Aqui es Paula, amiga da Lívia. Un minuto. - e coloquei a mão no bocal do telefone, para gritar: - Líííívia! Telefone pra você. Acho que é seu príncipe...
- Ai, me dá! Hola, Juan - debruçou sobre a estante, na maior pose apaixonada -, sim, sim, tô bem. Claro! Hoje! Isso. Mais tarde. Tá. Onde te encontro? Ok. Até lá.
Desligou o telefone.
- Ai, gente, eu vou ver o Juan! Ai, ele é tão lindo, tão 'hermoso'.
Tomou aquele banho, colocou aquela roupa, passou o melhor perfume, um salto bem bonito e foi. Mais tarde voltou, com um sorriso enorme.
- Meninas, vocês não vão acreditar. Ele é um encanto. Super romântico. Ele disse que quer me beijar 'de pelo a pelo'.
- De pelo a pelo? Uuuuui! - gritamos.
E assim foi, por uns dois ou três dias. A Lívia saía e voltava encantada com o Juan. Até que ela chega dizendo que ele havia convidado, também, a mim e à Lari para sair.
- Ele vai chamar dois amigos dele! Vai ser perfeito!
Chegado o tal dia, nos arrumamos. Eu e a Lari estávamos ansiosíssimas para conhecer os nossos 'pretendentes porteños'. O interfone toca.
- São eles!
Descemos. Ao sair do elevador, um susto. Dois 'chicos' um tanto quanto... esquisitos à porta. Nessa hora a Lari segura meu braço com força.
- Paula, estamos ferradas...
E Lívia interrompe, animada:
- O sem boné é meu!!!
Risos. Muitos risos. Eu tentei me conter ao máximo, mas foi muito complicado com a crise que deu na Lari.
- Y ¿dónde está el tercero? - perguntei.
- Allá, en el auto.
Nisso o de boné enganchou no braço da Lari e a Lívia abraçava o seu 'amor'.
- Me llamo Max - disse o que acompanhava a Lari.
Chegamos ao carro. O terceiro - meu pretendente!!! - parecia que tinha acabado de chegar de Bollywood. Ou Ciudad del Este, tanto faz. Mas, no carro, só cabiam cinco pessoas. Logo, uma precisava ir no colo. É claro que a Lívia foi a escolhida.
Eu e a Lari ríamos, muito. E a Lívia começou a perceber que era do seu acompanhante. E começou a ficar envergonhada. E ele, para ajudar, ficava gemendo no seu ouvido. E dizendo todos os lugares no corpo dela que queria beijá-la. Naquela noite.
O celular do Max tocou. Um amigo que, ouvindo a conversa e as risadas no carro, perguntou quem estava junto.
- Três brasileñas - exclamou. - ¿Quieres hablar con una de ellas? Si, un minuto. Paula, hable con mi amigo.
- Hola. Todo bien, ¿y vos? Si, si. Aún no sé dónde vamos. ¿Max? ¿Si? No creo!
- O que? - perguntavam as meninas. Max abriu um sorriso de vitória.
- O amigo do Max me disse que ele tem uma 'anaconda'. Acreditam? ¿Verdad, Max?
- Eso dicen. Pero no es una anaconda, cerca de los brasileños. Pero funciona bien, le garantizo.
Pronto. Fechou com chave de ouro. Até o Juan começar a fazer danças sensuais para a Lívia no meio do bar lotado, claro.
















Uma fotinho do encontro, para imortalizá-lo.

sábado, 2 de janeiro de 2010

El fin de las vacaciones

Duas semanas, nem isso. O tempo foi suficiente para me apaixonar - várias vezes, por várias coisas, em várias situaçoes. Buenos Aires é linda, é encantadora, é sonhadora.
A companhia foi perfeita e as amizades que conquistamos vao para sempre comigo. Em uma hora, embarco, sozinha, rumo a Foz. E amanha, volto a Campo Mourao.
Comigo vao a saudade, a vontade de mais, as lágrimas. Creio que deixo lembranças boas com quem conheci. Torço por mais, quiça, um dia.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

De Larissa para seus netos

Caminhando pelo centro de Buenos Aires, eu e Lari. De repente ela joga um chiclete no chao.
- Para os meus netos. Espero que eles visitem Buenos Aires.
(Cara de paisagem)
.
Tem coisas... que só a Larissa faz por você.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Comunicação perfecta

Na avenida Callao, com Lari, Lívia e Pablito.
- Meninas! Esquecemos de fazer o brigadeiro para o Pablito!
- ¿Brigadero?
- Si, Pablito. El brigadeiro, ¿te acuerdas?
- ¿Pero por que?
- Porque si... Aquel dulce que lo dije... es brasileño...
- Ah, si... pensé que querias brigar conmigo.
.
Percebe-se que estamos tendo uma comunicación perfecta, ¿no?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Em menos de uma hora...

... embarco para a cidade mais europeia da América Latina. E, sim, aquele frio na barriga só fez aumentar. Àqueles com quem não vou poder falar, feliz natal. Feliz ano novo, feliz tudo. Sempre.
Àqueles com quem eu queria muito falar mas por motivos óbvios não vou poder, feliz aniversário, também. Que seja muito feliz, sempre.
Vou atualizando, sempre que der.