- Matheus, sabia que você vai ter um novo priminho?
Olhos arregalados em minha direção. Silêncio. E mais silêncio.
- O tio Wan tá 'grávido' de novo.
- Ufa! Achei que fosse a Tati.
- Eu também achei que fosse a Tati - exclama a Pati, chegando à porta do quarto.
- Não... mas já pensaram que dó? Essa criança já vai nascer tia. Ou tio.
Risos. Mais tarde, ao telefone.
- Vó, a senhora vai ter mais um netinho!!!
- Ou netinha, vai saber.
- Verdade. O tio Wan, também, é um reprodutor em potencial, heim?!
- Nada, ele tá certinho. Você e a Tati que estão muito lerdas. Já 'tão passando do ponto...
...
- Tati, você sabia que vai ser tia de novo?
- Não! Como assim? Ninguém me contou!
- O tio Wan tá grávido de novo!
- Gente! Como assim?
- Não, Tati, e você não sabe o que a vó me disse. Que eu e você estamos passando do ponto, já...
- Não creio!
- É. As formadas, as estudadas, as centradas e outros 'adas' aí...
-É. As encalhadas.
...
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quinta-feira, 30 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Embriaguez
O pouco vinho necessário para soltar meu riso evidencia, também, o rubor da minha face. Entre os passos que vem e vão, mal consigo ver as cores. Tento fingir que estou bem, mesmo que, na verdade, tudo se embaralhe. Preciso realçar os 29 que não tenho. Então rio, rio muito. As gargalhadas ocultam o meu estado etílico. Ajudam-me a ter coragem de fitar, mesmo que eu quisesse fugir.
Isso pertence a...
achismo,
futricando,
gente grande,
mas heim?,
mico total,
mundo mundo vasto mundo,
no meu mais profundo eu,
pira total,
tpm maldita
quarta-feira, 30 de março de 2011
Excertos
- Vem, vamos por aqui que vou te mostrar onde eu morava.
Enquanto descíamos a rua, ela não conseguia segurar a expectativa. Andar por ali não era apenas dar um passo na frente do outro, era mais. Era voltar ao passado e às experiências de uma infância feliz. Era recordar os medos por não conseguir ver além do muro, ou das ratazanas que a infernizavam, por vezes, no quintal.
- A gente sofria, heim. O vizinho tinha um galpão para por trator, que era bem... nossa! Era ali, onde agora tem aquela casa! Paula, ali era um galpão! E era cheio de ratos, aquelas ratazanas bem grandes, que iam para a nossa casa...
Enquanto ela fala, a minha mente voa. Me transporta à realidade dela, mas me traz, na verdade, a minha infância. Penso no que vivi e no que poderia ter vivido. Tantas árvores para subir, ruas para correr, borboletas para caçar. Amigos por fazer, tanta coisa para viver, ainda. Mas que já vivi, ao meu modo, de acordo com o caminho que eu trilhei. E sinto inveja por não ter raiz. Por não ter sido de um só, ou até mesmo de menos lugares. Sinto inveja das amizades que me foram arrancadas em idas e vindas. Das oportunidades que me foram tiradas de um lado para o outro.
- ...eu até entendo o ciúmes dela...
- Ah, mas eu também. Isso é óbvio.
- Não, mas escuta. A gente brincava lá na rua e eu não sabia...
Por outro lado, agradeço o sem-fim que me foi dado. Os amigos que, mesmo perdido o contato, ainda são vivos no meu coração. Na minha alma. Agradeço a tudo que aprendi, tudo que vivi. E agradeço, também, a esta amiga. Que me deixou conhecer um pouco mais o seu mundo. A sua vida. Desde a sua infância.
.
Porque, no fundo, a nossa amizade é de muito antes de existirmos. Amo você.
Isso pertence a...
ctrl c ctrl v,
futricando,
gente grande,
mundo mundo vasto mundo,
no meu mais profundo eu,
paranóias e psicodelias,
tudo de bom pra você
domingo, 19 de setembro de 2010
Sandra Rosa Madalena
- Ô Ana Paula, me dá seu celular?
- É só Paula.
- Ah, achei que era Ana Paula...
- É Paula Fernanda - disse, rindo, um terceiro.
- Não, isso eu sabia. Paula Fernanda. Mas achei que era Ana Paula também...
Ps. Eu disse que meu nome era difícil...
- É só Paula.
- Ah, achei que era Ana Paula...
- É Paula Fernanda - disse, rindo, um terceiro.
- Não, isso eu sabia. Paula Fernanda. Mas achei que era Ana Paula também...
Ps. Eu disse que meu nome era difícil...
Isso pertence a...
a senhora dos micos,
ctrl c ctrl v,
futricando,
gente grande,
mas heim?,
mico total,
mundo mundo vasto mundo,
paranóias e psicodelias,
pérolas,
pira total
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Enamorada
Estavamos eu, Lari e Lívia em Buenos Aires, nas nossas férias. Só que era dia de fechamento do jornal e eu e a Lari precisávamos deixar tudo pronto antes de sair. A Lívia, então, foi dar uma volta, sozinha. À tarde, quando chegou na casa do Pablo, tinha um ar diferente, encantado.
- Meninas, vocês não vão acreditar. Eu tava andando num shopping e um cara saiu correndo atrás de mim. Deixou a loja que estava cuidando e veio atrás de mim. Disse que eu era muito 'hermosa' e que ele estava 'enamorado' de mim! E ele é tão lindo! Aiai...
- Sério, Lívia? Como assim? - perguntei.
- Não sei, eu tô encantada.
- E aí? Qual é o nome dele? - questionou a Lari.
- E aí que ele anotou meu telefone e vai me ligar pra gente sair mais tarde. Juan. Se chama Juan. Nome de galã, né?
- Uau! - Exclamamos, as duas.
Dito e feito. Mais tarde o tal do Juan liga e eu atendo.
- Hola.
- Hola. ¿Lívia?
- No, no. Aqui es Paula, amiga da Lívia. Un minuto. - e coloquei a mão no bocal do telefone, para gritar: - Líííívia! Telefone pra você. Acho que é seu príncipe...
- Ai, me dá! Hola, Juan - debruçou sobre a estante, na maior pose apaixonada -, sim, sim, tô bem. Claro! Hoje! Isso. Mais tarde. Tá. Onde te encontro? Ok. Até lá.
Desligou o telefone.
- Ai, gente, eu vou ver o Juan! Ai, ele é tão lindo, tão 'hermoso'.
Tomou aquele banho, colocou aquela roupa, passou o melhor perfume, um salto bem bonito e foi. Mais tarde voltou, com um sorriso enorme.
- Meninas, vocês não vão acreditar. Ele é um encanto. Super romântico. Ele disse que quer me beijar 'de pelo a pelo'.
- De pelo a pelo? Uuuuui! - gritamos.
E assim foi, por uns dois ou três dias. A Lívia saía e voltava encantada com o Juan. Até que ela chega dizendo que ele havia convidado, também, a mim e à Lari para sair.
- Ele vai chamar dois amigos dele! Vai ser perfeito!
Chegado o tal dia, nos arrumamos. Eu e a Lari estávamos ansiosíssimas para conhecer os nossos 'pretendentes porteños'. O interfone toca.
- São eles!
Descemos. Ao sair do elevador, um susto. Dois 'chicos' um tanto quanto... esquisitos à porta. Nessa hora a Lari segura meu braço com força.
- Paula, estamos ferradas...
E Lívia interrompe, animada:
- O sem boné é meu!!!
Risos. Muitos risos. Eu tentei me conter ao máximo, mas foi muito complicado com a crise que deu na Lari.
- Y ¿dónde está el tercero? - perguntei.
- Allá, en el auto.
Nisso o de boné enganchou no braço da Lari e a Lívia abraçava o seu 'amor'.
- Me llamo Max - disse o que acompanhava a Lari.
Chegamos ao carro. O terceiro - meu pretendente!!! - parecia que tinha acabado de chegar de Bollywood. Ou Ciudad del Este, tanto faz. Mas, no carro, só cabiam cinco pessoas. Logo, uma precisava ir no colo. É claro que a Lívia foi a escolhida.
Eu e a Lari ríamos, muito. E a Lívia começou a perceber que era do seu acompanhante. E começou a ficar envergonhada. E ele, para ajudar, ficava gemendo no seu ouvido. E dizendo todos os lugares no corpo dela que queria beijá-la. Naquela noite.
O celular do Max tocou. Um amigo que, ouvindo a conversa e as risadas no carro, perguntou quem estava junto.
- Três brasileñas - exclamou. - ¿Quieres hablar con una de ellas? Si, un minuto. Paula, hable con mi amigo.
- Hola. Todo bien, ¿y vos? Si, si. Aún no sé dónde vamos. ¿Max? ¿Si? No creo!
- O que? - perguntavam as meninas. Max abriu um sorriso de vitória.
- O amigo do Max me disse que ele tem uma 'anaconda'. Acreditam? ¿Verdad, Max?
- Eso dicen. Pero no es una anaconda, cerca de los brasileños. Pero funciona bien, le garantizo.
Pronto. Fechou com chave de ouro. Até o Juan começar a fazer danças sensuais para a Lívia no meio do bar lotado, claro.

Uma fotinho do encontro, para imortalizá-lo.
- Meninas, vocês não vão acreditar. Eu tava andando num shopping e um cara saiu correndo atrás de mim. Deixou a loja que estava cuidando e veio atrás de mim. Disse que eu era muito 'hermosa' e que ele estava 'enamorado' de mim! E ele é tão lindo! Aiai...
- Sério, Lívia? Como assim? - perguntei.
- Não sei, eu tô encantada.
- E aí? Qual é o nome dele? - questionou a Lari.
- E aí que ele anotou meu telefone e vai me ligar pra gente sair mais tarde. Juan. Se chama Juan. Nome de galã, né?
- Uau! - Exclamamos, as duas.
Dito e feito. Mais tarde o tal do Juan liga e eu atendo.
- Hola.
- Hola. ¿Lívia?
- No, no. Aqui es Paula, amiga da Lívia. Un minuto. - e coloquei a mão no bocal do telefone, para gritar: - Líííívia! Telefone pra você. Acho que é seu príncipe...
- Ai, me dá! Hola, Juan - debruçou sobre a estante, na maior pose apaixonada -, sim, sim, tô bem. Claro! Hoje! Isso. Mais tarde. Tá. Onde te encontro? Ok. Até lá.
Desligou o telefone.
- Ai, gente, eu vou ver o Juan! Ai, ele é tão lindo, tão 'hermoso'.
Tomou aquele banho, colocou aquela roupa, passou o melhor perfume, um salto bem bonito e foi. Mais tarde voltou, com um sorriso enorme.
- Meninas, vocês não vão acreditar. Ele é um encanto. Super romântico. Ele disse que quer me beijar 'de pelo a pelo'.
- De pelo a pelo? Uuuuui! - gritamos.
E assim foi, por uns dois ou três dias. A Lívia saía e voltava encantada com o Juan. Até que ela chega dizendo que ele havia convidado, também, a mim e à Lari para sair.
- Ele vai chamar dois amigos dele! Vai ser perfeito!
Chegado o tal dia, nos arrumamos. Eu e a Lari estávamos ansiosíssimas para conhecer os nossos 'pretendentes porteños'. O interfone toca.
- São eles!
Descemos. Ao sair do elevador, um susto. Dois 'chicos' um tanto quanto... esquisitos à porta. Nessa hora a Lari segura meu braço com força.
- Paula, estamos ferradas...
E Lívia interrompe, animada:
- O sem boné é meu!!!
Risos. Muitos risos. Eu tentei me conter ao máximo, mas foi muito complicado com a crise que deu na Lari.
- Y ¿dónde está el tercero? - perguntei.
- Allá, en el auto.
Nisso o de boné enganchou no braço da Lari e a Lívia abraçava o seu 'amor'.
- Me llamo Max - disse o que acompanhava a Lari.
Chegamos ao carro. O terceiro - meu pretendente!!! - parecia que tinha acabado de chegar de Bollywood. Ou Ciudad del Este, tanto faz. Mas, no carro, só cabiam cinco pessoas. Logo, uma precisava ir no colo. É claro que a Lívia foi a escolhida.
Eu e a Lari ríamos, muito. E a Lívia começou a perceber que era do seu acompanhante. E começou a ficar envergonhada. E ele, para ajudar, ficava gemendo no seu ouvido. E dizendo todos os lugares no corpo dela que queria beijá-la. Naquela noite.
O celular do Max tocou. Um amigo que, ouvindo a conversa e as risadas no carro, perguntou quem estava junto.
- Três brasileñas - exclamou. - ¿Quieres hablar con una de ellas? Si, un minuto. Paula, hable con mi amigo.
- Hola. Todo bien, ¿y vos? Si, si. Aún no sé dónde vamos. ¿Max? ¿Si? No creo!
- O que? - perguntavam as meninas. Max abriu um sorriso de vitória.
- O amigo do Max me disse que ele tem uma 'anaconda'. Acreditam? ¿Verdad, Max?
- Eso dicen. Pero no es una anaconda, cerca de los brasileños. Pero funciona bien, le garantizo.
Pronto. Fechou com chave de ouro. Até o Juan começar a fazer danças sensuais para a Lívia no meio do bar lotado, claro.

Uma fotinho do encontro, para imortalizá-lo.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Click
No início das eleições, com duas chapas concorrentes. Alguém da imprensa, ao ver os presidenciáveis posando juntos para uma foto, corre para dar o seu clique.
- Isso, deixa eu tirar uma foto de vocês rindo enquanto os dois ainda podem rir...
Humor... ácido?! (Adoro!)
- Isso, deixa eu tirar uma foto de vocês rindo enquanto os dois ainda podem rir...
Humor... ácido?! (Adoro!)
Isso pertence a...
ctrl c ctrl v,
futricando,
gente grande,
mas heim?,
no trabalho,
pérolas
segunda-feira, 15 de março de 2010
Pérolas matrimoniais
Durante a assinatura dos papéis, uma bióloga presente:
- Nossa! Ele é canhoto! Ela também! Os dois são recessivos! Os filhos vão ser todos canhotos! Isso é genética!
.
Na hora de jogar o buquê, a felizarda é uma mulher que, aparentemente, está perto da casa dos 40. Uma das 'invejosas' que não conseguiu o buquê, diz, então:
- Pelo menos essa aí merecia, se não casou até agora...
.
Depois de provar todos os docinhos possíveis na mesa e de ter comido quase todo o buffet, uma das moças solta:
- Acho que a cereja não me caiu bem...
.
A tia, 27 anos. A sobrinha pergunta:
- Quantos anos a noiva tem?
- Um a menos que eu.
- Nossa! Ela casou na idade perfeita para casar!
A tia, com lágrimas nos olhos:
- Como você me diz isso? Eu acabo de terminar um namoro de seis anos e você me diz isso! Você quer o que? Que eu me mate?
- Nossa! Ele é canhoto! Ela também! Os dois são recessivos! Os filhos vão ser todos canhotos! Isso é genética!
.
Na hora de jogar o buquê, a felizarda é uma mulher que, aparentemente, está perto da casa dos 40. Uma das 'invejosas' que não conseguiu o buquê, diz, então:
- Pelo menos essa aí merecia, se não casou até agora...
.
Depois de provar todos os docinhos possíveis na mesa e de ter comido quase todo o buffet, uma das moças solta:
- Acho que a cereja não me caiu bem...
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A tia, 27 anos. A sobrinha pergunta:
- Quantos anos a noiva tem?
- Um a menos que eu.
- Nossa! Ela casou na idade perfeita para casar!
A tia, com lágrimas nos olhos:
- Como você me diz isso? Eu acabo de terminar um namoro de seis anos e você me diz isso! Você quer o que? Que eu me mate?
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paranóias e psicodelias,
pérolas
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Happiness
Vi esse vídeo no Blog das 30 pessoas e achei o máximo. E concordo com o que a Camila, autora do post, disse. Felicidade definitivamente é isso.
Isso pertence a...
ctrl c ctrl v,
feliz demais da conta,
futricando,
mas heim?,
paranóias e psicodelias,
pira total
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Conversa de bar
Duas amigas, um bar. Saudades de muitos anos. Fofocas infindáveis.
- Menina! Deixa eu contar! ‘Tô’ pegando um cara lindo. Daí esses dias ele foi me levar em casa na hora do almoço, as coisas foram esquentando, mão naquilo, aquilo na mão... Foi! No carro mesmo! Só que eu tava ‘naqueles’ dias. Geeeeeeeente! A camisa dele manchou, a cueca dele foi praticamente lavada! Você não tem ideia. Fiquei morreeeeendo de vergonha, não sabia o que fazer!
- Sério?! E aí?
- E aí que ele tinha que ir trabalhar, né. A gente deu um jeito na camisa, que manchou um pouquinho e deu pra enganar. Mas a cueca não tinha jeito. Teve que deixar lá em casa. Coloquei na máquina, no varal, mas não deu pra ele usar à tarde. No finalzinho do dia, recebo uma ligação. “Oi, posso passar aí? ‘Tá’ tudo assado, preciso urgente da minha cueca”. Nem preciso dizer que tive colapsos de risos, né?!
- Ah, querida! Isso que você não sabe o que aconteceu comigo!
- Não pode ter sido pior!
- Foi sim! Deixa eu contar. Também já tive dessas, de resolver não ligar que estou 'naqueles' dias e deixar rolar mesmo assim. Traumatizante! Imagine, ele mora com a mãe, que é suuuuuuper tradicionalista e acha que o filhinho dela não faz essas coisas. E ele me chega em casa com a cueca manchada!
- E aí?!
- Aí que, no desespero, pra ela não ver nada, ele lavou a cueca no box.
- Tá, mas no que é pior que a minha história?!
- O pior é que, como ela não podia ver, ele colocou a cueca dentro de um tênis! Não duvido nada que esteja lá até hoje!!!
...
Frequentar alguns lugares sozinho tem suas vantagens. A gente ouve de tudo!
- Menina! Deixa eu contar! ‘Tô’ pegando um cara lindo. Daí esses dias ele foi me levar em casa na hora do almoço, as coisas foram esquentando, mão naquilo, aquilo na mão... Foi! No carro mesmo! Só que eu tava ‘naqueles’ dias. Geeeeeeeente! A camisa dele manchou, a cueca dele foi praticamente lavada! Você não tem ideia. Fiquei morreeeeendo de vergonha, não sabia o que fazer!
- Sério?! E aí?
- E aí que ele tinha que ir trabalhar, né. A gente deu um jeito na camisa, que manchou um pouquinho e deu pra enganar. Mas a cueca não tinha jeito. Teve que deixar lá em casa. Coloquei na máquina, no varal, mas não deu pra ele usar à tarde. No finalzinho do dia, recebo uma ligação. “Oi, posso passar aí? ‘Tá’ tudo assado, preciso urgente da minha cueca”. Nem preciso dizer que tive colapsos de risos, né?!
- Ah, querida! Isso que você não sabe o que aconteceu comigo!
- Não pode ter sido pior!
- Foi sim! Deixa eu contar. Também já tive dessas, de resolver não ligar que estou 'naqueles' dias e deixar rolar mesmo assim. Traumatizante! Imagine, ele mora com a mãe, que é suuuuuuper tradicionalista e acha que o filhinho dela não faz essas coisas. E ele me chega em casa com a cueca manchada!
- E aí?!
- Aí que, no desespero, pra ela não ver nada, ele lavou a cueca no box.
- Tá, mas no que é pior que a minha história?!
- O pior é que, como ela não podia ver, ele colocou a cueca dentro de um tênis! Não duvido nada que esteja lá até hoje!!!
...
Frequentar alguns lugares sozinho tem suas vantagens. A gente ouve de tudo!
Isso pertence a...
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pira total,
vida bandida
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Lembranças (dos outros)
No ônibus, em viagem, ouvindo a conversa alheia.
- Ai, eu lembro quando o papai me levava para Cascavel com ele. Eu adorava. Lembro que tinha uma mulher, como a aeromoça de avião, que ficava dentro do ônibus vendendo salgadinho. Era tão bom.
- É, devia mesmo ser.
- O ruim é quando era pinga-pinga... até galinha entrava no ônibus, aos montes. Isso não era legal.
- É, imagino mesmo.
- Ai, eu lembro quando o papai me levava para Cascavel com ele. Eu adorava. Lembro que tinha uma mulher, como a aeromoça de avião, que ficava dentro do ônibus vendendo salgadinho. Era tão bom.
- É, devia mesmo ser.
- O ruim é quando era pinga-pinga... até galinha entrava no ônibus, aos montes. Isso não era legal.
- É, imagino mesmo.
Isso pertence a...
futricando,
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vida bandida
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