domingo, 14 de agosto de 2011
Ismália
Queria parabenizar o pai
(E vice-versa).
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Feliz aniversário, dona Lu. Feliz dia dos pais, seu Paulo. Amo vocês!
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Observador
- Paulinha, eu vi você no site da Viva Mais. Bacana, heim, menina, que diferença!!!
- Pois é, você viu?
- Sim. E vi, também, que você teve o cuidado de colocar a mesma roupa na foto do antes e do depois, pra gente ver a diferença.
- Então... quase...
- Não é a mesma roupa?
- Não, não. Na primeira foto eu tava com uma calça comprida, na segunda, não...
- Ah... mas o top eu vi que você colocou o mesmo!
- É... quase... o primeiro é bem fechado, o segundo tem decote V...
- Mas era tudo preto!
- Ah, isso sim!
- Viu?! Homem repara em tudo mesmo!!!
(Ah, repara...)
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Disritmia
Decidiu partir. A cidade pequena a abafava, sufocava. Talvez pelo calor, talvez pelo tanto tempo sem nada. Precisa de desafios, obstáculos, objetivos. Precisava construir algo. E o deixou. Não por muito tempo, pensou. Mas não por pouco, também. Ele precisava aprender que o mundo ia além dela. Que era grande, enorme. Que era possível ser feliz, também, sem ela.
Mas ela o queria bem. Queria-o por perto. Mesmo que o perto ainda fosse longe. Ajudou que ele se encontrasse. Buscasse um rumo melhor, um caminho mais amplo. Acreditasse que, sim, ele também podia construir o seu mundo. E que, com seus mundos mais concretos, seus caminhos poderiam voltar a se cruzar. Porque havia o desejo mútuo de passarem uma vida juntos.
Mas ele tinha pressa. E certeza. E vontade de tudo agora. Mal começou a trilhar a nova estrada e substituiu ela. Fez novos planos e, sem planejar nada, casou, engravidou, envelheceu. Longe dela. Que aprendeu a voar, a descobrir o mundo. E se descobrir a cada dia.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Xará
- Oi?
- O seu nome. É Paula Fernandes mesmo?
- Ah, é sim - digo, enquanto meu irmão e uma amiga caem na gargalhada.
- Nossa, que legal, ter um nome assim, famoso!
- É... mas o nome é meu há mais tempo - completo.
Comecei a pensar. O que é que passa pela cabeça da moça? Que roubei o cartão da Paula Fernandes? Que sou tão fã que até mudei o meu nome para ser igual ao da ídola (ainda bem que eu não pensei nisso quando eu queria ser a Sandy). Que eu empresto o meu nome para ela e recebo cachês no final do mês? Paulinha, querida, chegaram algumas contas desse mês, quer que envie por e-mail ou te passo o valor e você deposita, bem?
terça-feira, 5 de julho de 2011
Ausência de fé
Sempre acompanhei sua vida. À distância, como eu podia. Comemorei seu casamento, o nascimento da sua filha. Comemorei, sim, porque aquilo que eu sentia, outrora, transformou-se num carinho enorme. Uma vontade grande de te ver feliz, sempre.
As nossas vidas tomaram rumos desiguais, bem diferentes. Eu acredito na alma humana, na força do ser, mas tenho medo. Muito medo. Você tem uma certeza que jamais me pertenceu. Quando conversamos, sempre sinto uma vontade forte, muito forte, de chorar. Eu tenho medo, meu querido, do que escolhi. Mas tenho medo, também, do que posso escolher. Eu penso que esse mundo é grande demais e que eu preciso conhecê-lo. Acredito que o futuro que, agora, tenho em mente, não cabem nos planos que você acredita serem os melhores. E tenho medo de estar errada.
Eu agradeço, mesmo, a sua ajuda. A sua insistência. A sua vontade de me ver, como você diz, no caminho certo. E espero que você não se decepcione comigo. E que você saiba que o que eu senti, um dia, por você, está aqui. Bem guardado. E faz com que eu pense realmente em tudo isso.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Grávida
Olhos arregalados em minha direção. Silêncio. E mais silêncio.
- O tio Wan tá 'grávido' de novo.
- Ufa! Achei que fosse a Tati.
- Eu também achei que fosse a Tati - exclama a Pati, chegando à porta do quarto.
- Não... mas já pensaram que dó? Essa criança já vai nascer tia. Ou tio.
Risos. Mais tarde, ao telefone.
- Vó, a senhora vai ter mais um netinho!!!
- Ou netinha, vai saber.
- Verdade. O tio Wan, também, é um reprodutor em potencial, heim?!
- Nada, ele tá certinho. Você e a Tati que estão muito lerdas. Já 'tão passando do ponto...
...
- Tati, você sabia que vai ser tia de novo?
- Não! Como assim? Ninguém me contou!
- O tio Wan tá grávido de novo!
- Gente! Como assim?
- Não, Tati, e você não sabe o que a vó me disse. Que eu e você estamos passando do ponto, já...
- Não creio!
- É. As formadas, as estudadas, as centradas e outros 'adas' aí...
-É. As encalhadas.
...
terça-feira, 28 de junho de 2011
Micro-ondas
À noite cheguei tarde da academia e não tínhamos feito compras. Nada para comer. Um frio horrível lá fora. O Matheus se prontificou (depois de eu ter pedido com cara de choro) a ir comprar alguma coisa. Voltou com leite, achocolatado e pipoca. De micro-ondas.
Quando o micro-ondas foi ligado e teve início o barulho característico de funcionamento, o Pingo, meu cachorro, ficou preocupado. Orelhas em pé, atento. Rodeava a mesa, à procura da origem do som. Foi quando começou o estouro das pipocas. O Pingo, a princípio, assustou-se. E decidiu chegar perto, aos poucos. Como a mesa é alta, ficou sobre duas patas. E olhava, tentando entender o que era aquilo.
Pipoca pronta, pegamos o pacote e fomos ao sofá. O Pingo, que sempre pede comida, olhava, incrédulo. Demorou para que se aconchegasse. Mas se aconchegou. Deitou entre mim e o Matheus e sossegou. Até que a pipoca acabou e resolvemos estourar mais... Um dia ele entende o funcionamento da coisa, quem sabe!
sábado, 25 de junho de 2011
Weddings
O ano está na metade e já fui a quatro casamentos. Nunca fui em tantos em tão pouco tempo. A sensação que tenho é de que estou ficando velha demais para isso. Minhas amigas começando suas vidas com seus maridos e eu sequer tenho um namorado. Não que esteja procurando um, não é isso. E também é bem verdade que volta e meia me sinto muito sozinha. Só que tenho medo de ser sozinha para sempre, mesmo sendo o que eu quero, por hora.
A questão é que, mesmo que eu goste - e muito - das amigas que casaram até então, nesta semana se casou a primeira das minhas amigas de muito tempo, mesmo. Sabe aquela história de casamento da melhor amiga? Então, mais ou menos isso. Não sou mais criança e não tenho mais esse negócio de melhor amiga. Tenho grandes amigas, e, claro, sempre há aquelas com maior afinidade. Maior companheirismo. Maior amor, por que não?
A Jackie sempre foi caso de amor. Nós nos amamos, por menor que seja o contato que tenhamos. Ela sempre esperou muito de mim e eu dela, e mantivemos a nossa amizade, mesmo com toda a distância, por esforço mútuo. Mais meu, às vezes, mais dela, outras vezes. A questão é que não importa o tempo que se passe, o reencontro é sempre uma delícia. Assim como com a Bruna, outra amiga que estava no casamento.
Sempre soube que a Jackie ia ser a melhor. Qualquer que fosse a área que escolhesse. Porque ela quer ser a melhor, ela se dedica para isso. Sempre se dedicou. Hoje é jornalista, uma das mais bem colocadas com a minha idade. Vive bem, ganha bem. Pode não ser a melhor, ainda, mas porque o tempo de carreira ainda não é suficiente para isso. Ela chega longe. Onde quer. Sabendo, sempre, o caminho.
E talvez por esse jeito determinado e independente da Jackie, jamais imaginei que se casaria. Tão cedo, ainda por cima. A Jackie sempre foi razão. A emoção ela guardava, encapsulava, estocava. Ela amou muito, várias vezes. Sempre com os dois pés bem colados ao chão. Diferente de mim, que a primeira coisa que faço é me jogar. Pulo com tudo, com as pernas pro ar num romance novo. A Jackie sempre soube onde queria chegar, e precisava dominar muito bem o caminho.
Anteontem, quando a vi entrando, linda, para ser a primeira do nosso grupo a casar, chorei. Muito. Queria abraçar, apertar, desejar tudo de bom. Sempre. Porque a Jackie merece. Porque a amo, e quero que ela sempre saiba disso. Porque estou muito feliz com a sua felicidade. Especialmente porque ela estava linda, num momento lindo. E a gente chora quando as coisas são bonitas.
"Nós choramos quando alguma coisa é triste. E às vezes também derramamos alguma lágrima quando alguma coisa é muito bela. Quando algo é engraçado ou feio, nós rimos. Talvez algo muito bonito também nos deixe tristes porque sabemos que não vai durar para sempre. E rimos do que é feio porque compreendemos que é só uma brincadeira." (Através do Espelho - Jostein Gaarder)
Eu chorei, e sempre choro em casamentos, porque aquele momento é único. É perfeito. É lindo. Ver o noivo quando a noiva está entrando. Ver os sorrisos nos olhos na hora do sim. Ver o trunfo do ‘pode beijar a noiva’. Casamento são lindos, sim. O da minha melhor amiga, então, foi emocionante. Que seja eterno. E dure para sempre.
(Jackie, sê feliz, amiga. Sempre. Amo demais você.)
terça-feira, 21 de junho de 2011
Embriaguez
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Meu (nosso) bebê

Depois de tanto tempo, ele enfim toma forma. E nós, mães corujas, ficamos babando... =)
Quer mais? Então entraí!