Será que eu vou sempre, para o resto da minha vida, aceitar - e querer - gente que não se dá, não se doa? Será que vou amar tanto e querer tão pouco? Será que vou aceitar tanta gente pela metade, tantas palavras bonitas e vazias?
Eu queria mais. Não quero ouvir que me ama. Não quero que tenham que me dizer para que eu saiba. Eu quero sentir, mergulhar. Quero não ter dúvidas, não precisar perguntar. Eu quero mais, sempre mais...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Dois quartos
Pra que tantas metades se tudo o que eu queria era um inteiro...
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Dos tempos que não voltam mais
A gente era feliz. E sabia. Quanta saudade!
(Amo demais!)
Obs. A gente era estranho, além de feliz, claro! rsrsrs
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Falsidade ideológica
Chego à esteira onde a bagagem deve ser retirada e aguardo. Pego a minha mala, a esteira continua a rodar. Um por um, meus companheiros de voo pegam seus pertences e se vão. E eu, ali, parada. Além da mala, aguardava um atabaque. Não, não era meu. Era uma encomenda. Que tinha sumido. A esteira continuava a rodar, mas nada mais estava nela. Ninguém mais ao meu lado.
- E agora, o que eu faço - pensei.
Olho para os lados. À minha direita se aproxima um atendente da empresa aérea.
- Falta alguma coisa, moça?
- Falta. Meu atabaque.
- Atabaque? - me pergunta, com uma expressão que não consegui definir se era susto ou dúvida.
- É, uma espécie de tambor...
- Eu sei o que é um atabaque! Mas você trouxe um?
- Trouxe.
- Tudo bem, vou verificar o que aconteceu. Você pode sentar ali e aguardar que logo a chamo.
Sentei. E esperei. E esperei. E esperei. Já estava bem cansada de esperar quando aquele som de alerta característico de aeroportos, para que as pessoas prestem atenção na mensagem, toca.
- Senhora Paula Fernandes, por favor dirija-se ao balcão de atendimento da empresa tal.
Levantei, peguei a mala e fui. Quando já estava perto o suficiente do balcão para ouvir o que os atendentes conversavam, avistei o rapaz que havia me atendido anteriormente.
- Viu, não é ela. Olha ali - disse ele.
- Onde? - perguntaram outras três atendentes que o acompanhavam.
- Ali, vindo em nossa direção - e apontava para mim.
- Onde? - procurando além de mim, como se eu não estivesse ali.
- Ali - e caminhou até mim, com o atabaque nas mãos - viram só, eu disse que não era ela.
- Aaaaaaaaaaaaaah... - exclararam, em uníssono de decepção, enquanto guardavam algo que pareciam bloquinhos de papel e canetas.
- Moça, tá aqui seu atabaque. Elas acharam que você era a cantora, sabe? Me dá um autógrafo? - e riu.
Ri também, de entender o porquê de tanta decepção. Imagine, uma Paula Fernandes que perde um atabaque... Vai que decidiu mudar o estilo?!
- E agora, o que eu faço - pensei.
Olho para os lados. À minha direita se aproxima um atendente da empresa aérea.
- Falta alguma coisa, moça?
- Falta. Meu atabaque.
- Atabaque? - me pergunta, com uma expressão que não consegui definir se era susto ou dúvida.
- É, uma espécie de tambor...
- Eu sei o que é um atabaque! Mas você trouxe um?
- Trouxe.
- Tudo bem, vou verificar o que aconteceu. Você pode sentar ali e aguardar que logo a chamo.
Sentei. E esperei. E esperei. E esperei. Já estava bem cansada de esperar quando aquele som de alerta característico de aeroportos, para que as pessoas prestem atenção na mensagem, toca.
- Senhora Paula Fernandes, por favor dirija-se ao balcão de atendimento da empresa tal.
Levantei, peguei a mala e fui. Quando já estava perto o suficiente do balcão para ouvir o que os atendentes conversavam, avistei o rapaz que havia me atendido anteriormente.
- Viu, não é ela. Olha ali - disse ele.
- Onde? - perguntaram outras três atendentes que o acompanhavam.
- Ali, vindo em nossa direção - e apontava para mim.
- Onde? - procurando além de mim, como se eu não estivesse ali.
- Ali - e caminhou até mim, com o atabaque nas mãos - viram só, eu disse que não era ela.
- Aaaaaaaaaaaaaah... - exclararam, em uníssono de decepção, enquanto guardavam algo que pareciam bloquinhos de papel e canetas.
- Moça, tá aqui seu atabaque. Elas acharam que você era a cantora, sabe? Me dá um autógrafo? - e riu.
Ri também, de entender o porquê de tanta decepção. Imagine, uma Paula Fernandes que perde um atabaque... Vai que decidiu mudar o estilo?!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Sobre o descanso merecido
Queria o contrário. Férias o ano inteiro e quinze dias de trabalho, para compensar aquele descanso todo...
Isso pertence a...
achismo,
essa tal de saudade,
gente grande,
mas heim?,
microconto,
mundo mundo vasto mundo,
pérolas,
vida bandida
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Invejinha
Queria era eu estar nos seus sonhos. Em especial nos coloridos.
Isso pertence a...
gente grande,
mas heim?,
microconto,
mundo mundo vasto mundo,
no meu mais profundo eu,
vida bandida
terça-feira, 3 de maio de 2011
Reticente
Com você, tudo parece mais fácil. O mundo tem menos problemas, as piadas têm mais graça. As horas correm, mesmo que queiramos, na verdade, que o tempo pare. Com você, qualquer lugar é bom, qualquer céu é mais estrelado. As cores são mais vivas e a música, melhor. Com você, eu pareço não ter fim. O triste é que, com você, também não vejo futuro em mim.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Ponto, sem vírgula
É difícil, mas a gente precisa entender quando não dá mais. Quando faz mal pra gente, quando a falta e a dor são maiores que o que a gente sente. É sério, eu gosto de você. Mas você não é pra mim.
Isso pertence a...
achismo,
ctrl c ctrl v,
gente grande,
mas heim?,
mundo mundo vasto mundo,
no meu mais profundo eu,
tudo de bom pra você,
vida bandida
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Dadadadada
Eu amei o vídeo e precisava compartilhar isso!!!
Isso pertence a...
feliz demais da conta,
hip hip hurra
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Bolero ou valsinha?
Passo na academia, que é caminho do local da entrevista até o jornal, e paro para dar um 'alô' para o pessoal. Além do meu irmão, na esteira, e do personal atendendo, outras duas moças estão presentes.
- Blusinha nova, heim, Paula? - diz, meio em tom de brincadeira, o personal. Ele sabe que eu a comprei no dia anterior, quando cheguei empolgada contando para todos da nova aquisição.
- Pois é, você viu?
- Não é blusinha. Tem outro nome, isso. Qual é mesmo, Paula? - retruca meu irmão.
Uma das moças abaixa a cabeça e a balança de um lado para o outro, em tom de displicência.
- Bolero - respondo.
- Ai, homem não entende mesmo disso - comenta a moça que havia balançado a cabeça.
- É, para mim, até hoje de manhã era 'casaquinho cortado' - brinca meu irmão.
- E amanhã você vai perguntar para ele o nome, ele diz 'valsa'. Homem é tudo lerdo. Aliás, 'valsinha', porque é pequeno, né? - encerra a segunda moça.
*Meu bolero é lindo, fala sério!
Isso pertence a...
comédia da vida privada,
ctrl c ctrl v,
mas heim?,
mico total,
pérolas
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