Ela entra na sala enquanto leio o e-mail que diz que meu avô está na UTI. Percebe que estou com os olhos cheios d'água. Assutada, pergunta:
- O que foi, Paula?
- Meu avô 'tá na UTI.
- Mas... qual?
- O que está vivo, né!
Obs. Ela garantiu, depois, que tinha entendido minha avó... vai saber! rsrs
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Óbvio, não?!
Isso pertence a...
ctrl c ctrl v,
estresse trabalhista,
felicidade foi-se embora,
gente grande,
grossa quase nada,
mas heim?,
paranóias e psicodelias,
pérolas,
pira total,
tpm maldita
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Insubstituível
Ninguém é soberano. Todo mundo, por mais falta que faça, pode ser substituído. E essa é uma das mais bonitas - e também doloridas - verdades da vida. Por isso que conseguimos seguir em frente com a perda de um ente querido. Esse é o mesmo motivo pelo qual, depois de termos nos descabelado de tanto chorar quando um amor nos abandona, conseguimos encontrar outros olhares e sorrir.
Assim, uma pessoa sensata jamais exigiria de alguém que escolhesse entre si mesmo e outrem. Porque as pessoas, assim como o tempo, são efêmeras. Suas ideias mudam, suas escolhas também. Seus cabelos, suas unhas, seus gostos, sua vida. Tudo está o tempo todo em rotação e translação, junto com a Terra.
Mesmo assim, cada pessoa nova no nosso caminho vem a somar, não a, necessariamente, substituir. Isso cabe às nossas escolhas. Até mesmo à escolha de isolar-se, ofender-se, distanciar-se. Cada um sabe de si o que pode ou não aguentar. E quando deve, ou não, mudar. Substituir. Ser substituído. Seguir.
Assim, uma pessoa sensata jamais exigiria de alguém que escolhesse entre si mesmo e outrem. Porque as pessoas, assim como o tempo, são efêmeras. Suas ideias mudam, suas escolhas também. Seus cabelos, suas unhas, seus gostos, sua vida. Tudo está o tempo todo em rotação e translação, junto com a Terra.
Mesmo assim, cada pessoa nova no nosso caminho vem a somar, não a, necessariamente, substituir. Isso cabe às nossas escolhas. Até mesmo à escolha de isolar-se, ofender-se, distanciar-se. Cada um sabe de si o que pode ou não aguentar. E quando deve, ou não, mudar. Substituir. Ser substituído. Seguir.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Violação de correspondência
Olá, meu querido,
depois de tanto chorar, de tanto brigarmos e de até tentarmos nos entender percebi, hoje, que você respeita os seus sentimentos, apenas. Ou por que outro motivo insistiria tanto para que eu fosse visitá-lo? Já pedi para que parasse de me dizer as coisas bonitas que dizes, já que o que me mostra é o contrário.
Por que, então, não entender os meus motivos? Só os seus são satisfatórios? Quer que chegue aí e me sinta uma tonta tentando fazer parte de alguma coisa?
Não, meu querido, isso não.
Espero, sinceramente, que você seja feliz. Muito. Mas nem por isso eu faço questão de saber dos detalhes sórdidos.
Por fim, pretendo não mais te ligar. Estou cansada de sempre ser eu a ir atrás quando, por vezes, brigamos. Parece que depois que nos afastamos você se mostra uma pessoa que jamais eu havia conhecido, antes. Como já disse, seja feliz. Agora eu vou buscar a minha outra metade aqui.
Com carinho,
Paulinha
depois de tanto chorar, de tanto brigarmos e de até tentarmos nos entender percebi, hoje, que você respeita os seus sentimentos, apenas. Ou por que outro motivo insistiria tanto para que eu fosse visitá-lo? Já pedi para que parasse de me dizer as coisas bonitas que dizes, já que o que me mostra é o contrário.
Por que, então, não entender os meus motivos? Só os seus são satisfatórios? Quer que chegue aí e me sinta uma tonta tentando fazer parte de alguma coisa?
Não, meu querido, isso não.
Espero, sinceramente, que você seja feliz. Muito. Mas nem por isso eu faço questão de saber dos detalhes sórdidos.
Por fim, pretendo não mais te ligar. Estou cansada de sempre ser eu a ir atrás quando, por vezes, brigamos. Parece que depois que nos afastamos você se mostra uma pessoa que jamais eu havia conhecido, antes. Como já disse, seja feliz. Agora eu vou buscar a minha outra metade aqui.
Com carinho,
Paulinha
terça-feira, 7 de julho de 2009
Pra quem não sabe o que é ruído na comunicação (ou falta de educação, mesmo)...
Uma amiga vem pra Campo Mourão só porque sabe que eu estou morando aqui, mas, como não conseguimos nos encontrar, fica na casa do vizinho dela, lá de Guarapuava que, na verdade, também é daqui. Preciso falar com ela e procuro o número que ela havia me ligado nas chamadas recebidas. Entretanto, havia vários números sem registro na minha agenda. Enquanto caminho sozinha pelo centro à noite, morrendo de medo de qualquer barulho, pego um deles e ligo:
- Alô.
- Oi, quem está falando?
- Você quer falar com quem?
- Eeeer... (não me vem à cabeça o nome do amigo dela) a Bruna está aí?
- Ah, a Bruna não está. Ela está doente e não veio trabalhar hoje.
Pra mim, isso soou muito irônico e grosseiro.
- Nooooooooooossa, seu grosso! Então eu liguei errado, ô fdp!
E desligo. Continuo meu caminho irritadíssima com o cara do outro lado da linha, que não tinha percebido minha real intenção de falar com alguém e me dando uma resposta grosseira a um 'suposto' trote. "Imagine! Devia ter perguntado quem estava no lugar dela agora a noite, a mãe dele ou a irmã!" Revoltadíssima! Coisas que só quem tem tpm e estresse com chefe pode entender.
...
Meu celular toca.O mesmo número que havia ligado.
- Oi.
- Paula, você ligou aqui?
- Ai, Bruna, que cara grosso, meu! Que raiva!
- Ué, como assim?
- Não, Bru, não fui eu quem ligou.
- Não?
- Não.
- Ah, é que ligaram aqui atrás de uma Bruna e a babá do bebê também se chama Bruna e não veio hoje, daí não sabia se era Bruna eu ou ela.
Caio na gargalhada. Gente, como pude ser tão grossa? Que idiota, como não percebi que não era nada demais?
- Ai, Bruna, fui eu que liguei, mas não fui. Você não sabe quem foi, tá?!
...
Que vergonha!
- Alô.
- Oi, quem está falando?
- Você quer falar com quem?
- Eeeer... (não me vem à cabeça o nome do amigo dela) a Bruna está aí?
- Ah, a Bruna não está. Ela está doente e não veio trabalhar hoje.
Pra mim, isso soou muito irônico e grosseiro.
- Nooooooooooossa, seu grosso! Então eu liguei errado, ô fdp!
E desligo. Continuo meu caminho irritadíssima com o cara do outro lado da linha, que não tinha percebido minha real intenção de falar com alguém e me dando uma resposta grosseira a um 'suposto' trote. "Imagine! Devia ter perguntado quem estava no lugar dela agora a noite, a mãe dele ou a irmã!" Revoltadíssima! Coisas que só quem tem tpm e estresse com chefe pode entender.
...
Meu celular toca.O mesmo número que havia ligado.
- Oi.
- Paula, você ligou aqui?
- Ai, Bruna, que cara grosso, meu! Que raiva!
- Ué, como assim?
- Não, Bru, não fui eu quem ligou.
- Não?
- Não.
- Ah, é que ligaram aqui atrás de uma Bruna e a babá do bebê também se chama Bruna e não veio hoje, daí não sabia se era Bruna eu ou ela.
Caio na gargalhada. Gente, como pude ser tão grossa? Que idiota, como não percebi que não era nada demais?
- Ai, Bruna, fui eu que liguei, mas não fui. Você não sabe quem foi, tá?!
...
Que vergonha!
Isso pertence a...
a senhora dos micos,
estresse trabalhista,
grossa quase nada,
mas heim?,
mico total,
tpm maldita,
vida bandida
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