- Eu espero que você continue a gostar de mim...
Nunca vou esquecer do seu olhar de medo quando me contou uma das coisas mais difíceis da sua vida. Mesmo distante, mesmo que tenha sido tão pouco tempo de presença constante, nossa amizade era algo forte, de coração. Coisa de gente que se ama assim, gratuitamente.
E não tem nada que pudesse diminuir isso. Porque você era assim, perfeito ao seu jeito. Era riso, era canto, era prosa. O que a gente viveu era poesia, da mais linda. Dessas que se guarda na memória. Dessas que vira roteiro de filme, do jeito que você gosta. Com uma trilha bonita e uma direção toda Roza.
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Roza
Isso pertence a...
Bahia,
ctrl c ctrl v,
essa tal de saudade,
gente grande,
homenagem,
mundo mundo vasto mundo,
no meu mais profundo eu,
vida bandida
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Passagem
Adjunto: adj. Unido, contíguo, associado; s.m. agregado, auxiliar, agregado; (Gram.) termo acessório que modifica outro, principal ou acessório. ad.jun.to
Acompanho - ou tento acompanhar - um diálogo na casa de uma amiga, em Salvador.
- Nossa, gente, eu acho tão diferente esse jeito de vocês de falarem. Adjunto, mesmo, nunca ouvi...
- Não, Paula. Não é adjunto não. É 'di junto' mesmo.
Acompanho - ou tento acompanhar - um diálogo na casa de uma amiga, em Salvador.
- Nossa, gente, eu acho tão diferente esse jeito de vocês de falarem. Adjunto, mesmo, nunca ouvi...
- Não, Paula. Não é adjunto não. É 'di junto' mesmo.
Isso pertence a...
Bahia,
essa tal de saudade,
mas heim?
terça-feira, 16 de junho de 2009
Buruga
Estava eu em um belo dia - ou era noite? - fazendo prancha no cabelo, quando o filho do meu padrasto, João Gabriel, o Buruga, com 2 anos, vem me incomodar.
- Ô tia Pulinha blablablablá...
- João, fica quieto!
- Tia Pulinha, isso aí é de quem?
- É meu, deixa aí.
- Posso brincar com isso?
- Não, João, fica quieto!
E corre pra lá, corre pra cá, grita, faz bagunça. Como toda criança hiperativa normal dessa idade. Acontece que, ainda por cima, João é uma criança baiana. Dessas que não ficam quietas nem sob protesto.
- Ô tia Pulinha... vou pegar aquilo ali...
- João! Vem aqui que agora eu vou passar a prancha no seu cabelo.
Mãos na cintura, olhar indignado em minha direção.
- Ó paí, ó, e eu lá sou 'mulé'?
...
Posso?
- Ô tia Pulinha blablablablá...
- João, fica quieto!
- Tia Pulinha, isso aí é de quem?
- É meu, deixa aí.
- Posso brincar com isso?
- Não, João, fica quieto!
E corre pra lá, corre pra cá, grita, faz bagunça. Como toda criança hiperativa normal dessa idade. Acontece que, ainda por cima, João é uma criança baiana. Dessas que não ficam quietas nem sob protesto.
- Ô tia Pulinha... vou pegar aquilo ali...
- João! Vem aqui que agora eu vou passar a prancha no seu cabelo.
Mãos na cintura, olhar indignado em minha direção.
- Ó paí, ó, e eu lá sou 'mulé'?
...
Posso?
Isso pertence a...
Bahia,
crianças amadas,
essa tal de saudade,
mas heim?
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